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Mais uma denúncia: possível erro médico é apontado após morte de paciente em hospital de João Pinheiro

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Mais uma denúncia de possível erro médico volta a gerar comoção e revolta entre familiares. Desta vez, a família de Milton Pereira Gomes, de 69 anos, acusa o hospital de João Pinheiro de falhas no atendimento que podem ter contribuído para a morte do paciente.

Segundo relatos da família, Milton procurou atendimento médico por conta de um problema pulmonar. No entanto, mesmo tendo dado entrada por essa queixa, o paciente foi submetido a uma endoscopia e a uma colonoscopia, procedimentos que, segundo os familiares, não tiveram o motivo devidamente explicado pela equipe médica.

Milton saiu de casa por volta das 5 horas da manhã, foi encaminhado inicialmente para Patos de Minas e, posteriormente, transferido para o Hospital de João Pinheiro, onde passou por procedimentos médicos e chegou a ficar internado na UTI.

Familiares relatam que, após a realização da colonoscopia, Milton inchou de forma assustadora, o que causou grande preocupação. Diante da gravidade do quadro, a equipe médica realizou uma tomografia.

A Rádio Nova FM teve acesso exclusivo às imagens da tomografia e ao laudo. Além disso, um médico cirurgião, que não participou do atendimento do paciente, foi procurado para analisar os exames. Segundo essa análise, as imagens e o laudo confirmam pneumoperitônio com líquido livre, achado que, de acordo com a medicina, indica perfuração intestinal.

 

Segundo os familiares, após a suposta perfuração intestinal, Milton foi submetido a duas cirurgias. Mesmo com as intervenções, o quadro de saúde se agravou, e o paciente acabou não resistindo.

De acordo com Maria do Carmo, esposa da vítima, a família afirma que não recebeu informações claras sobre o estado de saúde do paciente nem sobre possíveis complicações ocorridas durante o atendimento hospitalar.

Após o falecimento, os familiares afirmam que só ficaram sabendo da gravidade da situação e da suposta perfuração no intestino por meio de uma acompanhante de outro paciente que estava no mesmo quarto. Segundo a família, essa acompanhante teria enviado um áudio à esposa de Milton, relatando que a situação era “estranha” e levantando suspeitas sobre o que havia ocorrido durante o atendimento médico. Ainda de acordo com os familiares, nenhuma informação oficial sobre a perfuração teria sido comunicada previamente pela equipe médica.

A sobrinha da vítima, Shirley, afirma que a família está profundamente abalada e cobra justiça. Segundo ela, Milton era um homem simples, dedicado à esposa, e que a morte deixou um vazio irreparável. “Nós mandamos ele para ser tratado, não para voltar morto”, afirmou.

Familiares também relatam que este não seria um caso isolado, o que reforça o pedido por uma investigação rigorosa por parte dos órgãos competentes. A família pede que o caso seja apurado com transparência e responsabilidade para esclarecer as circunstâncias da morte.

Até o fechamento desta matéria, o hospital citado não havia se manifestado oficialmente sobre as denúncias. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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